Se você perguntar para qualquer pessoa hoje quem é o Flash, ela provavelmente descreverá Barry Allen com seu traje tecnológico de fibras vermelhas. Mas o que poucos sabem é que o velocista original da DC Comics era muito diferente: ele não usava máscara, vestia calça jeans e, no Brasil, atendia pelo nome de... Joel Ciclone.
Neste post, vamos mergulhar na origem bizarra de Jay Garrick, o Flash da Era de Ouro, e entender como ele mudou a história da cultura pop para sempre.
1. Uma Origem Científica... Duvidosa
Em 1940, o escritor Gardner Fox e o artista Harry Lampert criaram Jay Garrick. Diferente de Barry Allen, que foi atingido por um raio e produtos químicos, Jay ganhou seus poderes em um laboratório universitário.
Após adormecer durante um experimento, ele inalou vapores de "água pesada" (um isótopo de hidrogênio que realmente existe, mas que na vida real não te daria superpoderes). Ele acordou descobrindo que podia correr na velocidade do som. Naquela época, a ciência atômica era a "magia" dos quadrinhos, e qualquer elemento químico era desculpa para criar um herói!
2. O Estilo "Retrô" e o Segredo do Rosto Borrado
O visual de Jay Garrick é um dos mais icônicos das HQs por um motivo: ele é pura mitologia grega.
- O Elmo de Metal: Aquele chapéu com asas é uma referência direta ao Pétaso de Hermes (ou Mercúrio), o mensageiro dos deuses.
- A Identidade Secreta: Jay é um dos poucos heróis que nunca usou máscara. Como ele escondia quem era? Simples: ele vibrava seu rosto em alta velocidade o tempo todo. Se alguém tentasse tirar uma foto ou olhar fixamente, veria apenas um borrão. Genial, não?
3. A Era do "Joel Ciclone" no Brasil
Este é o ponto que mais surpreende os fãs brasileiros. Nas décadas de 40 e 50, a editora EBAL (Editora Brasil-América) tinha o hábito de traduzir nomes para torná-los mais amigáveis ao nosso idioma.
Foi assim que o Flash virou Joel Ciclone. Na visão dos editores da época, "Flash" soava estranho para as crianças, enquanto "Joel" era um nome comum e "Ciclone" descrevia perfeitamente sua velocidade destrutiva. Ele não estava sozinho nessa: o Lanterna Verde original (Alan Scott) foi publicado por aqui como Sentinela.
4. O Pai do Multiverso
Você gosta dos filmes atuais que exploram Terras paralelas? Pois saiba que isso só existe por causa do encontro entre o Flash "antigo" e o "novo".
Em 1961, na clássica história "Flash de Dois Mundos", Barry Allen viaja acidentalmente para uma dimensão paralela e encontra Jay Garrick. Foi a primeira vez que a DC estabeleceu que o herói dos anos 40 ainda existia na Terra-2. Esse foi o nascimento oficial do Multiverso na cultura pop, uma ideia que hoje domina os cinemas e séries.
Conclusão: O Legado do Veterano
Hoje, Jay Garrick não é mais o Flash principal, mas atua como um mentor para a "Família Flash". Ele representa a esperança e os valores da Era de Ouro. E, para nós brasileiros, ele sempre terá aquele gostinho de nostalgia da época em que os heróis eram nossos "vizinhos" chamados Joel.




